Comunicado da Concelhia de Estarreja

A visita do Secretário de Estado ao Hospital Visconde de Salreu (HVS), constituiu uma operação de propaganda, que na verdade apenas serviu para comprovar o que há muito o PCP tem vindo a alerta, de que o HVS corre sérios riscos de fechar.

Os prometidos 900 mil euros, bem como da construção de um novo hospital são uma eterna promessa para ludibriar toda a população. Ao mesmo tempo a garantia de uma nova valência para o hospital, não é suficiente para manter a sustentabilidade do hospital levando assim à justificação de um futuro encerramento ou entrega a privados.

Como já se verifica noutros pontos do país, hospitais públicos estão a ser entregues às Misericórdias. Alertamos para a possibilidade de este investimento estar a ser feito por dinheiros públicos para posterior privatização, como já se tornou prática dos consecutivos governos do PS/PSD/CDS.

Em relação à cirurgia de ambulatório, a questão mantém-se. Se é um serviço de excelência aquele que se presta no HVS, se o Hospital de Águeda não apresenta condições para prestar este mesmo serviço, porquê desmantelar e apostar onde não se garante a mesma qualidade de serviços prestados? É ou não para justificar o encerramento do HVS por falta de sustentabilidade nos próximos meses?

Mais uma vez, e como já é típico, o Presidente de Câmara, continua ado eterno a "aguardar" pela apresentação do plano estratégico do CHBV, e enquanto mantém essa postura passiva, torna-se cúmplice do desmantelamento do nosso hospital, levando-o assim a um possível encerramento.

Assim, o PCP repudia a postura que tem sido tomada pelos sucessivos governos, da completa destruição do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tendo como objetivo entregar a saúde a privados colocando assim em causa a Constituição da República, comprovando-se mais uma vez com a postura que tem tomado em relação ao HVS.

Salientamos ainda a importância da luta da população em defesa não só do Hospital de Salreu, bem como do SNS e na urgência da demissão deste governo e da política de direita com a necessidade de um política patriótica e de esquerda onde se possam garantir os valores de Abril.

30 de Julho de 2014

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