Santa Maria da Feira

Passadas poucas semanas da inauguração ( à pressa diga-se! ) do novo Centro Escolar do Murado em Mozelos e não obstante todos os alertas e reclamações da respectiva Associação de Pais e de vários encarregados de educação acerca das muitas lacunas e deficiências de que aquele estabelecimento de ensino padece, comprovadas e denunciadas publicamente na altura por uma delegação da CDU em visita ao local, confirma-se agora que tais preocupações tinham toda a razão de ser.

É conhecida a posição do PCP e da CDU sobre a dita “reforma administrativa“ do país, cozinhada pelo actual Governo PSD/CDS que, secundando e aprofundando os planos anteriores do PS, a coberto do Pacto de Agressão com a Troika estrangeira, subscrito por todos estes Partidos, representaria, a consumar-se, a completa descaracterização e destruição do Poder Local Democrático. Não só porque visa, em resumo, desvirtuar a autonomia da gestão autárquica e alterar a forma de eleição dos Executivos Camarários, como liquidar centenas e centenas de Freguesias, com todas as consequências nefastas para a democraticidade e funcionamento plural dos órgãos autárquicos e para o próprio desenvolvimento e coesão do território e resolução dos problemas das populações.

Comunistas em contactos na feira de ArrifanaIntegrada na jornada nacional de propaganda do PCP em curso “ É tempo de dizer basta! “, teve lugar hoje de manhã uma acção de contacto e esclarecimento na Feira dos 4 na Arrifana, em Stª Mª da Feira, junto dos comerciantes e utentes, bem como da população em geral.

A Comissão Concelhia de Stª Mª da Feira do PCP vem, por este meio, repudiar e condenar as pinturas realizadas recentemente numa propriedade privada na Estrada Nacional 109 / 4, na Freguesia de Riomeão, e em que abusiva e provocatoriamente se procura associar as mesmas ao nosso Partido, com a inscrição da respectiva sigla, mas a que somos alheios.

Logotipo CDUA CDU - Coligação Democrática Unitária assinala em Santa Maria da Feira os 38 anos do 25 de Abril com uma intervenção no espaço público do Rossio da Feira, a lembrar algumas das mais importantes conquistas de Abril, hoje colocadas em causa pelo governo PSD/CDS-PP. A instalação, consistindo em cinco faixas evocativas de conquistas democráticas, nasce sob a divisa do poema de Ary dos Santos, “As Portas que Abril Abriu”, e pretende colocar na ordem do dia o património democrático da Revolução dos Cravos, convocando os pilares estruturais de uma democracia avançada que Abril inaugurou: o direito ao trabalho e à igualdade de oportunidades, o direito ao ensino público, universal, gratuito e de qualidade, o sistema nacional de saúde, a igualdade das mulheres e o poder local democrático. Deste modo, assinalamos também a estreita relação entre o capital transformador da Revolução de Abril e o carácter progressista da Constituição da República Portuguesa, aprovada em 1976, que plasma as liberdades e garantias essenciais do regime.

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Galeria de fotos

Desde meados da década de oitenta que os munícipes Feirenses se habituaram a que o tema saneamento básico estivesse no centro dos debates nas campanhas eleitorais. O então debutante na presidência do município que não na política, Alfredo Henriques, faz juras públicas, desde meados da década de oitenta, de que esse será, já desde então, o seu grande desígnio de futuro.

 

Num dia como outro qualquer, esta última sexta-feira, dia 9 de Março, não poderia desdizer da passividade com que se vai deixando destruir em Terras da Feira o ambiente já de si tão mal tratado. Ao passar junto das apelidadas “bombas de combustível do cavalo branco” no lugar do Cavaco, zona alta da cidade da Feira, uma delegação da CDU que se dirigia para uma iniciativa noutra freguesia, foi inopinadamente surpreendida por mais um crime contra o ambiente, sendo este perpetrado na pessoa da junta de freguesia da Feira. Num pequeno jardim ali existente, numa azáfama pouco habitual, procedia-se ao abate das árvores. Para dois cedros com cerca de meio século o destino marcara a hora e, segundo a avalizada opinião do Sr. presidente da junta da Feira, aqueles espécimes de Cedro-do-Buçaco (cupressus lusitanica), plantados ali para enquadrar um pequeno monumento religioso estavam com a hora marcada para o seu fim. É “vox populi” que eles ali se encontravam desde a inauguração do atrás mencionado monumento, pelo ditador Américo Tomás, no inicio da década de sessenta. Acercamo-nos de gente tão laboriosa questionando o porquê de decisão tão drástica e, fomos de imediato informados que os mesmos faziam sombra ao pomar de Kiwis que lhes é vizinho a uma cota inferior. Convém referir que, as árvores em questão são muito anteriores ao dito pomar e, não apresentavam qualquer sintoma de velhice ou constituíam risco que fosse para os muros da propriedade vizinha, ou sequer a via pública. Como se depreende, os funcionários da junta de freguesia da Feira não se encontravam ali por iniciativa própria, mas sim a mando do senhor Fernando Leão, ilustríssimo presidente da junta PSD da Feira que, chamado a dirimir entre os interesses públicos e os privados deu uma vez mais primazia aos privados, como aliás é seu apanágio. O caricato, é que a paragem de autocarro que ali se encontra instalada está danificada há longa data e nunca foi arranjada ou mandada arranjar pela junta. Então apetece-nos perguntar: - Quanto custou ao erário público manter durante um dia, uma brigada de três a quatro homens, uma retroescavadora, um camião e outras maquinarias no local? As árvores não podem manifestar-se mas, qual o dano ambiental causado por este acto leviano? Um dia infelizmente saberemos….

 

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Tomada Pública de Posição

EM DEFESA DAS POPULAÇÕES E DO PODER LOCAL DEMOCRÁTICO!

1. Uma Reforma que é um ataque ao Poder Local

A Comissão Coordenadora de Stª Mª da Feira da CDU, recentemente reunida para debater as questões mais prementes do desenvolvimento no concelho, entende oportuno e necessário tornar pública a sua posição sobre a dita reforma administrativa das autarquias.

Inserido numa vasta operação de descarecterização do regime democrático e de ataque aos direitos dos trabalhadores e do povo em geral, cuja subscrição do Pacto de Agressão com a Troika estrangeira por PS, PSD e CDS torna evidente e aprofunda, o actual plano do Governo de “reformar” o poder local procura destruir uma das principais conquistas do 25 de Abril: o poder local democrático, reconhecido como sendo responsável por parte significativa das melhorias nas condições de qualidade de vida das populações a partir de 1974.

Acabam de ser divulgados os lucros da Corticeira Amorim em 2011 que, segundo a própria empresa, foi o melhor ano de sempre e registam um aumento de 23,1 por cento, o que corresponde a 25,3 milhões de euros.

Numa situação de profunda recessão económica e com gravissímas consequências sociais conhecidas – falências em série de pequenas e médias empresas, aumento galopante do desemprego e da precariedade, da pobreza e das desigualdades, não surpreende porém que os grandes interesses e grupos económicos tenham resultados financeiros e lucros cada vez maiores.

Na sequência da polémica gerada em torno da abertura e início de funcionamento da E.B.1 do Murado em Mozelos a CDU, tendo sido contactada por pais e encarregados de educação deste estabelecimento de ensino, decidiu visitar e apurar, in loco, as condições em que foram “inauguradas” e postas em funcionamento as citadas instalações.

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