PCP denuncia e reivindica a reversão deste verdadeiro atentado contra a cultura!
Ao fim de 60 anos de porfiado, reconhecido e elogiado trabalho cultural, a Academia de Música de
Espinho e o seu Festival de Música, finalmente instalados já neste século no novo edifício e no respectivo
Auditório de Espinho – este último possibilitando uma programação musical alargada a todo o ano – são
hoje uma referência nacional e internacional no ensino profissional de música e na divulgação com a sua
agenda cultural aberta à comunidade.
Não esquecemos, também, as dezenas de músicos nacionais e estrangeiros e público de todas as origens,
que por conta da Academia e Festival de Música de Espinho, acorrem à cidade movimentando as suas
ruas, hotéis e restaurantes.
Neste contexto foram, ainda assim, ignorados pela DGARTES, tutela governamental que sempre elogiou a
programação apresentada e financiou, em programas quadrienais, grande parte da sua actividade.
Quis a ironia que um dos expoentes culturais de Espinho fosse assim brutalmente coarctado da sua
principal fonte de financiamento, para a programação musical, quando um espinhense ocupa a cadeira
de primeiro-ministro, responsável máximo por esta decisão.
Esta ofensa à actividade musical do Auditório de Espinho não pode ter resposta apenas da Academia.
É um atentado à cultura da cidade, às suas instituições, à sua economia e à sua população!
O PCP exorta todos os Espinhenses a indignarem-se com este grave atentado à cultura do país e
particularmente de Espinho e mobilizarem-se para lutar contra esta decisão.
O PCP fará o que estiver ao seu alcance para defender na rua, na Assembleia Municipal e na Assembleia
da República a reversão deste corte atentatório da vida cultural de Espinho, tendo submetido uma
pergunta ao governo sobre esta questão.
Comissão Concelhia de Espinho do PCP
Espinho, 9 de abril de 2026