Meio ano volvido sobre as eleições autárquicas, a alteração de presidente de Câmara e de Vereadores, num quadro de manutenção da maioria PSD-CDS, não significou qualquer vantagem para a vida no município. Diariamente acentua-se uma degradação das condições de vida e das populações no Concelho de Aveiro. Nenhum dos grandes problemas municipais conhece qualquer desenvolvimento e as novidades apenas indiciam um rumo pior.

Neste quadro de paralisia política e de agravamento dos problemas, o anunciado acordo da maioria PSD-CDS e do Chega e consequente atribuição de pelouro a este último partido, revela-se plenamente como um exercício de calculismo e oportunismo político, sem qualquer programa ou relação com a resolução dos problemas municipais.

Este acordo, fundado sobre declarações, ainda em campanha eleitoral, em que ambas as partes rejeitavam qualquer futuro entendimento, não se coaduna com o respeito democrático pelos munícipes e revela-se como novo caso de distribuição de pelouros e lugares apenas para garantir uma maioria nos órgãos autárquicos municipais, que permita à coligação PSD-CDS executar o seu programa sem entraves. Esta abertura já se vinha revelando há muito, principalmente por declarações sucessivas do atual presidente da Câmara Municipal.

Finalmente, a atribuição de pelouros e responsabilidades ao Chega representa ainda nova confirmação da convergência entre PSD-CDS, tanto em Aveiro como no País, no projeto reacionário e contra a democracia representado pelo Chega.

O PCP reforça o compromisso de centrar a sua ação na defesa intransigente dos interesses das nossas populações, do território e no combate aos retrocessos que o projeto daqui resultante representa para o concelho.

Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP

Aveiro, 28 de abril de 2026